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Mostrando postagens de maio, 2025

A Invisibilidade das Mulheres Negras Formadas: Quando o Diploma Não Basta

Apesar dos avanços educacionais nas últimas décadas, que permitiram que mais mulheres negras acessassem o ensino superior, a realidade do mercado de trabalho brasileiro continua marcada por desigualdades gritantes. Mulheres negras, mesmo diplomadas, seguem subjugadas a trabalhos precarizados e frequentemente enfrentam desrespeito por parte de colegas e superiores. O diploma, que deveria abrir portas, muitas vezes é ignorado diante do racismo estrutural que ainda impera no país. Segundo dados da PNAD Contínua (IBGE), houve um crescimento de mais de 40% na presença de mulheres negras no ensino superior nas últimas duas décadas. Elas são, inclusive, o maior grupo demográfico nas universidades públicas atualmente. No entanto, esse avanço não se traduz em equidade no mercado de trabalho. Um estudo do Instituto Ethos mostra que mulheres negras ocupam apenas 9,3% dos cargos nas 500 maiores empresas do país, sendo a maioria em funções operacionais. Essa distorção se acentua quando analisamos o...

Até quando o Brasil vai fingir que não é racista?

Brasil, até quando? Até quando vamos ver jovens negros sendo humilhados pela polícia enquanto brancos ricos são tratados com respeito? Essa semana vimos o MC Poze, um jovem negro da favela, ser abordado com violência, algemado, descalço, sem camisa, com a cabeça forçada pra baixo. Ao mesmo tempo, vimos o ex-deputado Roberto Jefferson, mesmo armado e tendo resistido à prisão, receber tratamento educado. Isso é coincidência? Claro que não. Enquanto Poze é humilhado, a ministra Marina Silva é desrespeitada — mesmo sendo uma autoridade no governo. E do outro lado, vemos influenciadores brancos como Cariani, Gusttavo Lima e Virginia sendo tratados com simpatia e até tietados por agentes públicos. O Brasil gosta de se dizer "acolhedor", "igualitário", "misturado". Mas a verdade é outra: a cor da pele e o CEP ainda definem quem merece respeito e quem merece opressão. Essa carta é um desabafo. É um grito. É um pedido pra que a gente pare de fingir que está tu...

Carta Aberta – À sociedade brasileira: até quando?

Brasil, até quando vamos fingir que somos um país igualitário? Dói assistir, dia após dia, à diferença de tratamento entre pessoas brancas e negras. Dói ver um jovem negro como Marlon "o MC Poze",  ser tratado com violência, com a cabeça empurrada para baixo, algemado, descalço, humilhado — enquanto outros, em situações tão ou mais graves, recebem respeito, até simpatia. Recentemente, vimos a Ministra Marina Silva, mulher negra, ser desrespeitada em pleno exercício de sua função. Isso mostra que, mesmo com prestígio e cargo, ela ainda não escapa do preconceito. O que esperar então daqueles que vêm da periferia, sem título ou proteção? Enquanto isso, Roberto Jefferson, armado, agressivo, foi tratado com diálogo. Cariani foi preso com respeito. Gusttavo Lima e Virginia, quando envolvidos em polêmicas, recebem acolhimento. Esse contraste não é coincidência. É um retrato fiel do Brasil real — o Brasil onde a cor da pele define o tipo de abordagem, o tom da voz do policial, o j...

Artigo de Opinião – O Brasil ainda é um país racista, sim

Por mais que parte da sociedade insista em negar, o Brasil é um país racista. E esse racismo não se manifesta apenas em palavras, mas sobretudo em ações, abordagens, olhares e decisões institucionais. A diferença no tratamento de pessoas negras e brancas, pobres e ricas, é escancarada diariamente — e os exemplos recentes mostram isso com clareza. O cantor MC Poze, cujo nome verdadeiro é Marlon, foi recentemente abordado pela polícia de maneira humilhante: algemado, sem camisa, descalço e com a cabeça empurrada para baixo. Uma cena dura, que infelizmente é rotina nas periferias brasileiras e dirigida, em sua maioria, a homens negros. Na mesma semana, a Ministra Marina Silva, mulher negra e de origem humilde, foi desrespeitada de forma vergonhosa. Mesmo ocupando um dos cargos mais altos da República, ainda assim não teve sua dignidade preservada. Isso mostra que, para muitas pessoas e instituições, nem o prestígio protege quem tem a pele escura. Contrastando com essas situações, vemo...