LIDERAR NÃO É SER RÍSPIDA: REFLEXÕES DE UMA MULHER NA CHEFIA
Todos os dias, em pequenas frases soltas, percebo como o machismo e a desvalorização da mulher em posição de liderança ainda estão presentes. E não, não estou falando de grandes gestos de desrespeito — mas das sutilezas que tentam minar nossa autoridade.
🕑 Situações que VIVO diariamente:
Quando solicito uma tarefa, escuto: “Maria, dá um tempo... saber esperar ...”
Ao afirmar uma posição como líder, recebo interferência como se minha visão não tivesse peso.
Já ouvi que “sou líder porque sou mulher, não por competência.”
Me oferecem conselhos sobre coisas que já domino, como se minha experiência não bastasse.
E quando me posiciono com firmeza, dizem que sou "ríspida".
Essas frases parecem inofensivas para quem fala. Mas para quem vive, são afiações invisíveis que tentam nos podar.
✊🏽 Meu posicionamento:
Liderar exige firmeza, não permissão. Eu não preciso da validação de ninguém para exercer um papel que conquistei com competência. E não vou suavizar meu tom para ser mais “aceitável”, porque firmeza em um homem é liderança, mas em uma mulher vira grosseria?
Pois não.
💡 O que aprendi:
Não responder com raiva. Responder com clareza.
Proteger minha energia, sem abaixar minha voz.
Me afastar do jogo do "não se queixe ou será X-9". Silenciar é o que esperam. Eu escolho não aceitar, ainda que escolha não denunciar por enquanto.
Registrar. Tudo. Porque minha memória também é ferramenta de defesa.
🔁 Para outras mulheres:
Se você também escuta essas microagressões todos os dias, saiba que não está sozinha. Fortaleça suas alianças. Diga menos "desculpa" e mais "obrigada por entender minha posição". E se for preciso ser chamada de "ríspida" para manter seu respeito, seja.
Você não está errada. Errado é quem ainda não entendeu que respeito não tem gênero.
Comentários