Não sou grossa sou líder
Não sei se é comigo ou com toda mulher que ocupa um cargo de liderança. Mas quase todo dia escuto uma dessas:
- “Calma, Maria, dá um tempo... você é muito acelerada.”
- “Você está nessa função porque é mulher, né? Pra ter uma no time.”
- “Você fala de um jeito ríspido, parece nervosa.”
- “Deixa eu te dar um conselho...”
- “Você não sabe esperar...”
Essas frases vêm quase como “cuidados”. Mas, no fundo, são tentativas de diminuir, desautorizar, tirar do eixo. Se eu não me calo, me chamam de “X-9”. Se respondo firme, sou malvista. E se fico quieta, perco o respeito.
A real é que não sou grossa — sou líder.
Eu dou direção, organizo prioridades, cobro resultados. Não com arrogância, mas com clareza.
Cansei de amenizar o tom para não ferir o ego alheio.
Cansei de sorrir para disfarçar o incômodo.
Cansei de justificar minha competência.
Eu não estou nesse cargo por ser mulher. Estou apesar disso, porque precisei provar mais, ser melhor, me blindar mais.
Hoje, se você me vê firme, direta ou incisiva — é porque precisei aprender a ser assim para sobreviver como líder. E se isso ainda incomoda, o problema não está em
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