Ríspida ou Respeitada? O Preço de Liderar Sendo Mulher"
Todos os dias, mulheres em posição de liderança enfrentam pequenos episódios que parecem “nada demais”, mas que, somados, constroem um ambiente de constante desvalorização.
No meu caso, as frases vêm sempre em tom de brincadeira ou “conselho”.
“Maria, dá um tempo, saber esperar também é importante...”
“Você tá na chefia porque é mulher, né?”
“Não precisa ser tão ríspida...”
Mas quando estou liderando um time, a objetividade é necessária. E se essa objetividade é chamada de "grosseria", então precisamos falar sobre o quanto ainda se espera que mulheres suavizem suas posturas para serem aceitas.
Ser líder não é agradar. É manter o respeito, organizar, delegar, decidir — e muitas vezes, ser firme sem precisar pedir desculpas por isso.
Não se trata de guerra de gêneros. Trata-se de igualdade de critério. O que é visto como “pulso firme” em um homem, em uma mulher vira “mal humor”. Não é coincidência. É estrutura.
Escolho não silenciar. Escolho liderar com a voz inteira.
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