FOGO NO PARQUINHO COMO DIZ O BBB


Não é só sobre privilégios negados. É sobre um país onde pessoas negras ainda entram “pela porta de trás” e têm seu valor medido não pelo mérito, mas pelo preconceito que carregam contra nós. O Brasil é racista, e disso não dá para fugir.

Se fosse uma mulher branca, o tratamento seria o mesmo? Claro que não. Quando é um branco, o discurso é outro: “ele tem cleptomania”, “ele roubou para ajudar alguém”. Mas quando é uma pessoa negra, a sentença vem antes do julgamento: criminoso.

Veja o caso da mulher que foi agredida por causa de uma tangerina. Roubar uma fruta só pode ser explicado pela fome — se é que houve roubo. Mas, em vez de empatia, ela recebeu violência. Isso mostra quem é criminalizado pela miséria neste país.

E não para aí. Quantos negros entram em lojas e são acusados de roubo apenas pela cor da pele? Quantas vezes só as câmeras desmentem a mentira? O que se chama “segurança” nada mais é do que racismo disfarçado de cuidado.

Essa é a realidade: a cor da pele ainda pesa mais que a verdade.

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